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Crise no acesso a Itajaí exige dragagem e gestão técnica, não “propaganda” de normalidade

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A comunicação da Autoridade Portuária nesta quinta-feira não responde à crise relatada por fontes dos terminais e da praticagem. Destacar “praticabilidade total” sem demonstrar a capacidade efetiva de acesso é vender uma normalidade que precisa ser confrontada com dados.

Para o comércio exterior, barra aberta é apenas parte da equação. Importam o calado operacional, a carga transportada, as janelas de manobra e a regularidade das escalas.

Segundo fontes ouvidas pelo JBTV, as limitações vêm reduzindo embarques e desembarques de contêineres e provocando omissões de escala em Itajaí e Navegantes. A dimensão das perdas ainda não está documentada.

O ofício nº 00755/2026 da Delegacia da Capitania dos Portos estabelece folga adicional de 0,80 metro abaixo da quilha no canal interno e nas duas bacias de evolução. As notas não apresentam ato que retire essa exigência. Abrir a barra não comprova recuperação da capacidade operacional.

Fontes informam calado operacional de 11,17 metros para JBS e Portonave, com forte dependência da maré enchente. Esse valor precisa de confirmação documental e das condições de aplicação.

O Porto atribui a folga à correnteza. Fontes do setor contestam essa explicação e apontam falta de dragagem. O ofício menciona condições ambientais, sem esclarecer essa divergência. A cobrança é por batimetria atualizada e dados que sustentem as afirmações oficiais.

Registros divulgados pelo JBTV em setembro apontavam profundidades mínimas de 12,1 a 12,3 metros nos berços, 12,5 no canal interno e 12,9 no externo. Não demonstram a situação atual.

Segundo fontes, a draga deixou o complexo e não retornou. Cabe à administração apresentar equipamentos disponíveis e cronograma de manutenção.

A comunicação funciona como “cortina de fumaça” quando substitui respostas operacionais. Explicar o clima não substitui administrar suas consequências. Notas não dragam o canal nem recuperam cargas.

Compartilhe e cobre profundidades, calados e prazos de dragagem.

TEXTO E IMAGEM: JBTV