Blog do Prisco
Destaques

Enquanto isso, às 6h da manhã….

A Polícia Federal, na companhia do MPF e também da Receita Federal, realizou, na quinta-feira de manhã, na prefeitura de Palhoça, Grande Florianópolis, operação de busca e apreensão.
Os agentes também bateram, simultaneamente, no endereço residencial do presidente estadual do Podemos e ex-prefeito da cidade, Camilo Martins, candidato a deputado estadual.
Ele, aliás, é o grande fiador da aliança do Podemos com o projeto de reeleição de Moisés da Silva.
A investigação é sigilosa, tudo está sob o manto do segredo de Justiça. Quase nada vazou depois da passagem de todos os investigadores pelo município.
De qualquer forma, é uma situação que gera grande desconforto. Político e eleitoral. Não só ao Podemos, mas também ao governador, que tem no partido um aliado eleitoral de primeira hora.
Ainda mais se considerarmos que estamos na contagem regressiva para as eleições de 2 de outubro, agora já faltando menos de 30 dias para a definição do primeiro turno e as eleições dos deputados e senadores.

Respingos

Mas não fiquemos restritos à operação palhocense desta semana, da qual ainda muito pouco se sabe. O Ministério Público Federal acaba de concluir o encaminhamento de três novas delações premiadas no contexto da Operação Hemorragia, um desdobramento da Operação Alcatraz, desencadeada pela PF em 2019 e que estremeceu o universo político Barriga-Verde à época.

Abrindo o bico

Uma delação, do empresário Jaime de Paula, do setor de tecnologia, já foi homologada pela Justiça Federal. Há outras três no forno. De três funcionários públicos da Secretaria de Saúde, uma mulher e dois homens. Isso pega o governo anterior, não tem relação com a atual gestão.

Tripé explosivo

Apenas estes três servidores se comprometeram a devolver R$ 7 milhões à viúva. Oras, se meros funcionários estão ressarcindo ao erário essa bolada, imagina-se os valores da propina que sangrou o setor de Saúde num passado recente em Santa Catarina. As suspeitas são, de fato, robustas.

Show do milhão

O próprio Jaime de Paula se comprometeu a devolver R$ 40 milhões, que se somam a outros R$ 50 milhões que já devolveu à Controladoria Geral do Estado. São cifras altas, muito significativas.

Expectativa

Naturalmente que se detalhes dessas delações vazarem antes de 2 de outubro, haverá rombo nos cascos de figuras proeminentes da política estadual. Figurinhas carimbadas que ocuparam e ocupam cargos de destaque representando alguns dos principais partidos catarinenses, legendas que pilotaram o governo estadual nos últimos 16 anos, farra interrompida com a onda conservadora de 2018.
Evidentemente que este tipo atuação policial, às vésperas do pleito deste nebuloso 2022, pode trazer reflexos variados no contexto do voto em Santa Catarina.

Haja coração

Poderemos, portanto, vivenciar muitas emoções e uma reta final eletrizante nesta campanha eleitoral.

Em tempo

Terá conseguido o ex-mito Lula da Silva apresentar todas as negativas judiciais exigidas pela Justiça Eleitoral para ter sua candidatura, saltando diretamente do xilindró para a ribalta da campanha, deferida? A conferir.