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Coluna do dia

Idade mínima

O presidente Jair Bolsonaro deu a palavra final sobre um dos pilares da reforma da Previdência. A idade mínima de aposentadoria ao cidadão comum: 65 anos para os homens e 62 anos para elas. Não importando o número de anos que a pessoa trabalhou.

O governo apresenta uma novidade ao distinto público. Atualmente, não há essa regra. O que existe é o tempo de serviço. Os homens podem se aposentar com 35 anos de trabalho comprovado e as mulheres após 30 anos de serviço.

O mercado reagiu bem e o futuro deve ser por aí. Ressalvando que a implantação final desses patamares é 2031, daqui a 12 anos, caso esse item da reforma não seja revisto no Legislativo. Até lá, haverá regras de transição, que ainda não vieram a público.

Maravilha. Virada esta página, percebe-se que os militares e os servidores públicos ficaram de fora da proposta. Que brincadeira é essa? O teto do INSS para a aposentadoria do populacho tem que servir também a estes dois segmentos. Ressaltando que poucos trabalhadores da iniciativa privada conseguem vestir o pijama ganhando o teto de R$ 5,5 mil. Pouquíssimos. A esmagadora maioria recebe bem menos.

 

Dois pesos

Já no serviço público, a turma se aposenta com 15, 20, 30 mil. Daí não há conta que feche e a parte mais fraca da corda, a das pessoas comuns, estoura.

Quem quiser ganhar mais depois de parar de trabalhar, que faça um plano de previdência privada. Isso tem que valer pra todos. Reforma verdadeira só se ela for isonômica. Como está, ela é injusta e coloca todo o preço do bilionário rombo nas contas do sistema nos ombros dos trabalhadores mais humildes.

 

Pesada

A reforma da Previdência não é algo fácil de se aprovar no Congresso. Já se fala nela há uns 20 anos. Não bastasse a dificuldade natural, a crise política gerada pelo suposto laranjal do PSL na campanha eleitoral, à época administrado pelo hoje ministro da Secretaria de Governo, Gustavo Bebbiano, pode ser outro fator de entrave à aprovação.

 

Crise caseira

Gerada no partido do presidente, levada ao centro do governo, a crise respingou forte no Congresso. Deputados do próprio PSL não se entendem, diminuindo a margem de argumentos do Planalto para, digamos, convencer outras bancadas a votarem a favor da indigesta, porém necessária, mudança no sistema de previdência. A base aliada está assustada ante a suspeita de que Jair Bolsonaro pode estar usando o herdeiro mais jovem para demitir ministros!

 

Detalhes

Gustavo Bebbiano, hoje ministro, foi um dos fieis escudeiros de Jair Bolsonaro durante a campanha. Desde o início. Não é fácil para o presidente demiti-lo. Até os militares, liderados pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, entraram no circuito para tirar a corda do pescoço de Bebbiano.

 

Sempre as redes

Nas redes sociais, Bolsonaro compartilhou publicações do filho mais novo, Carlos, chamando o titular da esplanada de mentiroso. Ou alguém cometeu um erro ou o presidente endossou a iniciativa do Pit Bull, como é conhecido o mais novo do clã Bolsonaro.

 

Dormindo com o inimigo

E se endossou, por que o presidente não agiu com o mesmo rigor quando surgiram as graves denúncias envolvendo outro filho, Flávio, o mais velho, senador da República?

Quem precisa de oposição com uma família Bolsonaro dessas? A crise instalada em Brasília começa e deve terminar em família. Para alegria de petistas e esquerdistas em geral.

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