O encontro começou com Edmundo Moreira entoando Autumn Leaves, saudando a estação e os convidados, dentre os quais se podia ver o ex-presidente do TJSC, Nelson Schaefer, o desembargador aposentado Nilton Machado, o desembargador Jaime Ramos, ao lado de juízes, advogados, promotores, médicos, profissionais de muitas áreas e amigos do juiz Marcelo Elias Naschenweng que neste fim de tarde apresentava à comunidade o fruto da confluência de seu estudo, entre doutorado e mestrado, e da experiência de mais de vinte anos de magistratura.
O livro, intitulado “contar, dar conta & decidir” foi lançado assim, ao som do jazz, pela batuta de Jean, sem receio de entreter sem instruir ou vice-versa, mostrando obras de arte para orientar a linha de compreensão, uma vez que na obra apresentada o texto convive com ilustrações para, neste diálogo, enfrentar os problemas jurídicos sob outra perspectiva.
Foi lembrada a lição de Arquimedes tantas vezes invocada pelo monsenhor Bianchini – ele que fora cura da catedral havida na mesma praça em que se passava o evento, na casa da literatura catarinense, recentemente revigorada pela Fundação Catarinense de Cultura.
A lição consistia no antigo aforismo: “dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo” Assim, se a solução jurídica repetidamente apresentada não se mostra satisfatória é possível achar-se fora do Direito outros pontos de apoio e intersecção para o câmbio de perspectiva, seja pelas artes, pela música ou pela literatura.
Foi neste intento que a conversa se desenrolou no esforço autêntico da busca de uma resposta jurídica adequada ao problema que o caso concreto se convola, sempre concertada com “c” , ao comando advindo da Constituição da República.
A assinatura dos livros se seguiu a esta explanação, sempre ao som da banda de jazz que insinuava no mesmo tom o equilíbrio entre o conjunto (o comunitário, o intersubjetivo) e o voo solo do artista (o subjetivo no qual repousa toda a decisão). Para dar fecho com a lição de Calvo Gonzalez, uma ode ao intersubjetivo que ressalta ao mesmo tempo o subjetivo “aquele que fala ou escreve em voz divergente, não está sozinho, mas se sente participante das contradições da tribo”.








