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Moisés faz balanço e alfineta: “alguns deputados não deveriam estar ali”

Contando-se o período de transição governamental, Moisés da Silva já está há um ano à frente do processo administrativo em Santa Catarina. Como mandatário, já completou 10 meses. Em entrevista exclusiva ao Sistema SCC-SBT, o governador falou sobre administração, política, impostos, Jair Bolsonaro e sua relação com a Assembleia Legislativa. Não se esquivou de nenhum questionamento, mas Moisés da Silva também evitou polêmicas. Em todas as áreas.

O chefe do Executivo considera o seu período de gestão muito produtivo e apoiado em duas bases principais: economia de recursos públicos de um lado; e investimentos, mesmo tendo assumido um estado combalido, de outro.

Ele confirmou que a Ponte Hercílio Luz será “devolvida” a Santa Catarina no dia 30 de dezembro; considerou um marco a projeção de quitar a dívida da Saúde – que era de R$ 750 milhões no começo do governo – até o fim do ano; reiterou que permanecerá no PSL e questionou: “Minha maior oposição hoje (na Alesc) vem do PSL. Então, o que eu perco?”

Nas entrelinhas, Moisés também deixou claro sua boa relação com o MDB, que tem nove deputados, quase um quarto de todo o Parlamento estadual.

Mosca

Perguntado sobre a declaração do filho 03 de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, de que a “mosca roxa” o teria picado, Moisés da Silva não partiu para o confronto. Repetiu que Bolsonaro “é o nosso presidente” e que mantém alinhamento e apoio ao governo federal. “Sou muito bem recebido por todos os ministros,” salientou o governador, acrescendo que “isso não é igual a Avaí x Figueirense, de quem torce para um não pode torcer para o outro.”

Base

Moisés da Silva não demonstrou muita preocupação em não ter uma chamada base sólida e permanente na Assembleia. Declarou que respeita a autonomia do Parlamento, que reconhece uma base “móvel” e demonstrou que está aberto a discutir projetos. Sem troca de cargos ou emendas. O chefe do Executivo também considerou normal sofrer alguns reveses no Legislativo estadual. Mas alfinetou: “temos vários perfis. Sabemos que alguns deputados não deveriam estar ali, do meu partido, inclusive.” Evitou, naturalmente, declinar os nomes.

Articulação

O governador revelou que promove encontros semanais com deputados mais próximos. Normalmente, os recebe para um café. E que a conversa lá na ponta quem faz antes são o secretário da Casa Civil, Douglas Borba, e o líder do governo na Alesc, deputado Maurício Eskudlark. E aqueles, segundo o governador, que não querem foto com ele, mas que tem dito, reservadamente, que apoiarão os bons projetos do Executivo.

Contas

O governador de Santa Catarina assegurou que o déficit financeiro do estado deve fechar o ano em R$ 1,2 bilhão, 1 bilhão a menos do que ele encontrou lá em janeiro.

Na virada de 2020 para 2021, de acordo com Moisés, as contas devem estar equacionadas, com equilíbrio financeiro. Aí vão sobrar mais recursos para investir.

Números

Moisés da Silva também destacou os valores repassados aos hospitais filantrópicos, os que atendem majoritariamente pelo SUS. Este ano, o montante dobrou, saindo de R$ 90 para 180 milhões. Em 2020, assegurou o governador, o total destinado a estas instituições deve chegar a R$ 300 milhões. Na outra ponta, com economia e revisão de contratos, eliminando atravessadores, o estado conseguiu, por exemplo, comprar a mesma quantidade de oxigênio hospitalar de 2018 pela metade do preço. No ano passado, foram dispendidos R$ 24 milhões com este químico, valor que caiu para R$ 12 milhões em 2019.

foto>Dilnei Pacheco, divulgação

 

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