Blog do Prisco
Manchete

Partidos na lona

Um dos donos da Gol, o empresário Henrique Constantino, em sua delação premiada coloca um pouco mais de cal na pá do MDB. Ele cita que houve pagamento de propina para Michel Temer, Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Eles teriam recebido R$ 7 milhões na transação que envolveu um empréstimo companheiro, em 2012, de nada menos do que R$ 300 milhões a uma das empresas de Constantino.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), também foi citado como beneficiário do esquema. No MDB, desta vez só não apareceram Moreira Franco e Elizeu Padilha daquele sexteto “tradicional” que costuma frequentar o noticiário policial.

E deve vir muito mais por aí. Estão sem mandatos os ex-senadores José Sarney, Romero Jucá. Somam-se a eles os notórios Renan Calheiros e Jader Barbalho, agora afastados do centro do poder e não fica difícil imaginar que vem mais bombas por aí alcançando o quarteto dourado. O que só faz aumentar o desgaste do MDB, levando prefeitos como Gean Loureiro, da Capital, a examinar a possibilidade de desembarcar do Manda Brasa. Outros estão no mesmo dilema estado afora.

Reflexos

O desgaste é brutal e vai impactar nas eleições de 2020 e 2022. Mas antes, em junho, haverá a eleição interna no partido. O deputado federal Celso Maldaner se fortalece a cada semana, deixando o senador Dário Berger sem alternativas a não ser recuar. Ou ir para o voto, correndo sérios riscos de repetir Paulo Bauer que era senador pelo PSDB e perdeu a proa partidária para um deputado estadual.

Fusão

Também citado por Constantino, Rodrigo Maia já disse publicamente que o hoje grão-tucano João Doria, governador de São Paulo, seria um bom candidato a presidente. DEM e PSDB avaliam a possibilidade de fusão. O tucanato também anda com a imagem na lona, assim como outras legendas.

Rearranjo

A reacomodação partidária, que cada vez gerará mais pressão pela abertura de uma janela visando a troca de partidos sem perda de mandato, é uma questão de sobrevivência. Também em função das mudanças na legislação com o fim das coligações proporcionais e a cláusula de barreira, que já está valendo, deixando muito partido sem tempo de TV e sem fundo partidário.

Contra ataque

Diante deste contexto, fica mais fácil compreender a contraofensiva para frear o combate à corrupção, com ações coordenadas pelo centrão no Congresso e por ministros do calibre de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowsky no STF.

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