Blog do Prisco
Coluna do dia

Recuo presidencial

Pressionado pelo fisiologismo do centrão no Congresso, Michel Temer chegou a ensaiar que anteciparia para dezembro amplo troca-troca nas estofadas cadeiras da esplanada dos ministérios. Agora se sabe que foi apenas paroxismo, que cedeu lugar ao pragmatismo de sempre nas relações entre o Executivo e o Legislativo.

Ao adiar a reforma, com uma ou outra troca pontual (Bruno Araújo, do PSDB, já deixou o Ministério das Cidades), o presidente sai em defesa de ministros enrolados até o pescoço na Lava Jato e congêneres; e que estão sem mandato. É o caso do presidente nacional do PSD e titular das Comunicações, Gilberto Kassab.

Se ele sair em abril para disputar as eleições, fica protegido sob o foro privilegiado até lá, não podendo qualquer processo que o envolva tramitar na brava primeira instância de Curitiba ou na do Rio de Janeiro. No pós-JBS/Janot, Temer agora passou a se equilibrar entre os encurralados pelas investigações, a necessidade de manter o PSDB por perto e a gritaria do centrão.

 

Enxugamento

Os tucanos ficaram agora com três  ministérios, mas podem perder também os Direitos Humanos, da notória Luislinda Valois (aquela do trabalho escravo). Sobrariam dois tucanos estratégicos no primeiro escalão: Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Aloysio Nunes Ferreira (Relação Exteriores).

 

Esquartejamento

Para dar uma acalmada no insaciável apetite dos parlamentares do Centrão (PP, PR, PSD, PTB, PROS, PSC, SD, PRB, PEN, PTN, PHS e PSL), a ideia do presidente é esquartejar os dois  ministérios tucanos (Cidades e Direitos Humanos), alojando figuras dos principais partidos deste bloco em diretorias importantes de cada pasta. Ou seja, se vingar a estratégia, ninguém terá o velho e bom ministério de porteira fechada, que é quando o partido indica desde o ministro até os cargos de escalões inferiores.

 

SC de fora

Santa Catarina deve seguir sem representante no primeiro escalão do governo federal. Nem nas mexidas pontuais de agora e nem na reforma de abril. Os nomes estaduais de maior projeção no cenário político da atualidade são todos pré-candidatos a alguma coisa em 2018.

 

Máquina azeitada

É impressionante como a Casan tem dado atenção aos pleitos da Grande Florianópolis em detrimento de outras regiões do Estado que sofrem com falta d’água e saneamento básico de forma crônica.

 

Cabo eleitoral

O trabalho midiático que dá visibilidade na região ao presidente da companhia, Valter Gallina, sempre ao lado do prefeito Gean Loureiro, não deixa dúvidas de que o alcaide atua para emplacar Gallina no espaço que ele mesmo deixou quando renunciou à Alesc para assumir a Prefeitura. É a velha prática de colocar os interesses pessoais e eleitorais acima das necessidades sociais.

 

Mais um

No vácuo da aposentadoria de Júlio Garcia do TCE, outro conselheiro para disposto a seguir o mesmo caminho, abrindo a possibilidade de voltar às disputas eleitorais. Herneus de Nadal, do PMDB, avalia seriamente o quadro. Nos bastidores, é sabido que ele e Mauro de Nadal, que são parentes, não convivem mais sob o mesmo tempo já há algum tempo.

 

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