Manchete

Reta final

Faltando pouco menos de um mês para a abertura da temporada (20 de julho a 5 de agosto) de convenções homologatórias dos partidos com vistas ao pleito deste ano, o quadro sucessório estadual começa a ganhar contornos de definição. O MDB, maior sigla do Estado, já estabeleceu o seu caminho. Estará com Moisés da Silva. O governador ganha um apoio estratégico. Não apenas de uma sigla robusta, mas também de um nome que agrega na composição da chapa.
Normalmente, o vice subtrai votos do titular. É sempre escolhido por motivo de composição aqui, falta perfil ali, geralmente acumula desgastes, enfim, é sempre um dilema. Diferentemente, contudo, da maior parte dos casos, Antídio Lunelli soma valor em várias frentes.
Primeira delas: interlocução empresarial com as entidades e federações. Além de ser vitorioso na vida privada, o jaraguaense foi o primeiro prefeito da história da cidade a conquistar a reeleição. Obteve sucesso nas duas searas: pública e privada.

Experiência e planejamento

Segundo ponto. Lunelli deve ter participação na elaboração do plano de governo no sentido de estabelecer um sistema de governança no eventual segundo mandato do atual chefe do Executivo.

Carisma

Antídio Lunelli também terá um papel fundamental no contexto partidário. Ele era pré-candidato e abriu mão para viabilizar a composição. As bases do MDB, majoritariamente, queriam a candidatura própria. Antídio constatou isso em mais de um ano percorrendo o estado.

Humildade

Ele, no entanto, também teve a capacidade e a sensibilidade de constatar que se levasse às últimas consequência a sua candidatura racharia ao meio o seu partido. Daí a saída consensual. Antídio praticou o gesto. A maioria dos prefeitos e deputados queriam justamente a aliança do MDB com o governador.

Convencimento

Para que a capilaridade do MDB, do velho Manda Brasa de guerra, possa se reverter em votos à chapa Moisés-Antídio, o empresário terá que voltar às bases para este convencimento.
O emedebista vai se dedicar a isso nas próximas semanas.

Vai ou não vai

Caso contrário, sem as bases motivadas e engajadas, será um apoio capenga. Vejamos o exemplo do PSD. O CNJP, o partido, fechou com Gean Loureiro, mas os prefeitos estão a cada dia declarando apoio ao governador.

Progressistas

O mesmo vale para o PP. Prefeitos e deputados estarão com Moisés enquanto Esperidião Amin atua para ser novamente candidato. Ou o senador estaria apenas valorizando o passe para ali na frente compor com Jorginho Mello? A conferir.

Banho de realidade

O MDB foi pragmático. O partido já convocou uma rodada pra a próxima segunda-feira, quando deve definir o candidato ao Senado.

Quádrupla

Só que os emedebistas podem raciocinar, também, numa frente mais ampla. Será que não seria o caso do partido abrir mão da vaga ao Senado para fortalecer o projeto? Há graduados dentro do MDB e do governo já raciocinando nessa direção. Este gesto atrairia o PSDB à aliança. Os tucanos trariam, ainda, o Cidadania à composição. O governador é do Republicanos. Seriam quatro partidos nesta frente se conseguirem abrir espaço ao tucanato.

Bote

Sem espaço na majoritária do governador, o PSDB e o Cidadania fatalmente acabarão nos braços de Esperidião Amin, além do PTB. Aí também poderíamos ter quatro siglas alinhadas.

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