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Sala de situação no combate à dengue em SC

O Governo do Estado implantou nesta quarta-feira,16, a Sala de Situação para gerenciamento e controle das ações de intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina, com a presença do secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing (D), e do secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobus (E – no primeiro plano), entre outras autoridades.
Trata-se de um sistema de comando de operações formado por equipes de diferentes áreas com funções específicas para o planejamento de metas e estratégias para o combate do mosquito, que além da dengue, transmite as doenças febre chikungunya e a febre do zika vírus, que
causa a microcefalia em recém-nascidos.

Além da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) e da Defesa Civil, representantes das Secretarias da Educação e a da Assistência Social, do Corpo de Bombeiros e do Ministério da Defesa integram o grupo de trabalho.

SALA DE SITUAÇÃO DENGUE
“Nosso objetivo é a integração total de todos os órgãos de governo para enfrentamento deste que é um dos maiores desafios da saúde pública do Brasil dos últimos 50 anos. Discutiremos nosso Plano de Contingência e estamos nos mobilizando para evitar a circulação do vírus em Santa Catarina”, afirmou o secretário de Saúde.
O secretário da Defesa Civil reforçou a disposição das equipes em contribuir com as ações. “Com a expertise que temos em relação a diversas situações difíceis já vividas pelo Estado e a nossa capilaridade, estando presente em praticamente 100% dos municípios catarinenses, aguardamos apenas as diretrizes para que possamos ir a campo”, enfatizou Hobus.
O início das atividades foi marcado pela realização de uma videoconferência com a Sala Nacional de Coordenação Interagências, instalada no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Ministério da Integração Nacional, em Brasília, cujo objetivo é a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. “Parabenizamos Santa Catarina pela iniciativa e por ser o primeiro Estado a estabelecer comunicação com a Sala Nacional por videoconferência. Estamos finalizando as diretrizes nacionais que serão repassadas às salas estaduais para criarmos um sistema de intensificação da campanha de combate ao mosquito”, afirmou o general Adriano Pereira Júnior, secretário nacional de Defesa Civil, via videoconferência.

Segundo ele, a Sala de Situação facilita o gerenciamento e o controle das ações realizadas nos municípios e a comunicação com o governo federal para que possa, mais rapidamente, atender às necessidades dos Estados no que precisarem.
A Sala de Situação
A Sala de Situação funciona na sede da Dive/SC, no Centro de Florianópolis, e a coordenação dos trabalhos está sob a responsabilidade de Suzana Zeccer, gerente de Zoonoses da Dive/SC. “Embora Santa Catarina esteja em uma situação um pouco mais tranquila que outros estados brasileiros, registramos a presença cada vez maior do mosquito”, disse ela.
A prioridade das ações estará nos 28 municípios considerados infestados pelo mosquito: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Guatambu, Itajaí, Itapema, Joinville, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.
Dentre as diretrizes já estabelecidas está a inspeção de todos os domicílios e imóveis das áreas infestadas dos municípios, para orientação da população quanto às medidas de prevenção, bem como a eliminação de possíveis criadouros do mosquito. “Nosso trabalho objetiva a diminuição dos focos nesses municípios, reduzindo o índice de infestação para menos de 1% nas áreas urbana dos municípios”, destacou o secretário adjunto de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina, Rodrigo Moratelli. Dados atuais mostram índices de infestação peloAedes aegypti de até 6,3%.
Nesse primeiro momento, será montado um plano de ação contendo metas e ações a serem executadas nos próximos meses, utilizando como base o plano estadual de contingência para o enfrentamento da dengue. A ideia é que cada um dos 28 municípios considerados infestados
tenham suas próprias salas de situação, que funcionarão integradas com as salas estadual e nacional, utilizando a estrutura das Secretarias de Defesa Civil e da Saúde.
Boletim Epidemiológico (atualização em 16/12)
De 1º de janeiro a 15 de dezembro de 2015, foram notificados 10.912 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 3.596 (33%) foram confirmados (2.361 por critério laboratorial e 1.235 por clínico-epidemiológico), 6.332 (58%) foram descartados e 984 (9%) casos suspeitos estão em investigação.
Do total de casos confirmados, 3.273 (91%) são autóctones (transmissão dentro do Estado), 263 (7%) são importados (transmissão fora do Estado) e 60 (2%) estão em investigação para definição do local provável de transmissão. Em relação ao boletim anterior (publicado no dia 3 de dezembro), foram confirmados mais 3 casos de dengue, todos importados. Em Santa Catarina, até o dia 15 de dezembro, foram identificados 6.851 focos doAedes aegypti, transmissor da doença, em 114 municípios.
Febre do chikungunya
Até o dia 15 de dezembro, foram notificados 78 casos de febre do chikungunya, dos quais três foram confirmados. Desses, dois foram importados da Bahia e um caso foi autóctone do município de Itajaí. Em relação ao último boletim, divulgado em 3 de dezembro, nenhum caso novo de febre do chikungunya foi detectado neste período.
Febre do Zika Vírus
De 20 de outubro, quando a vigilância foi implantada, até 15 de dezembro de 2015, foram notificados 51 casos suspeitos de Febre do Zika Vírus em Santa Catarina. Destes, 8 foram confirmados – todos importados; 23 foram descartados; e 20 permanecem em investigação.
Todos os casos confirmados são importados e foram confirmados pelo critério clínico-epidemiológico (após diagnóstico diferencial negativo para dengue, sarampo, rubéola e parvovírus). Estes casos foram identificados em Laguna, Florianópolis, Bombinhas, Gaspar e Pomerode, e o provável local de infecção foram os estados do Maranhão, Bahia, Pará, Paraíba e Sergipe.
Em Santa Catarina, seguindo orientações do Ministério da Saúde, a vigilância de Zika Vírus foi implantada em unidades sentinelas localizada em cinco municípios catarinenses: Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Joinville e São Miguel do Oeste. Essas unidades sentinelas
têm como características essenciais o atendimento de parcela representativa da população, ser um serviço de pronto-atendimento, possuir boa articulação com a vigilância epidemiológica e capacidade para coletar, processar, armazenar e encaminhar amostras laboratoriais.Além
da Vigilância sentinela, a Dive/SC também monitora casos suspeitos de Zika vírus oriundo de outros estados (importados).
Foto: Paulo Cesar Santos – SDC/SC

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