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Raimundo Colombo e Eduardo Moreira foram os dois últimos governadores de Santa Catarina antes do advento de 2018, que guindou Moisés da Silva ao comando do Estado.

Os dois, como se sabe, saíram derrotadíssimos das eleições daquele ano. Colombo cumpriu sete anos consecutivos no governo. No último, passou o bastão a Eduardo Moreira, que foi seu vice nos dois mandatos.

O pessedista não fez um milhão de votos para o Senado, mesmo depois de ter sido reeleito governador no primeiro turno e ter ficado todo esse período pilotando a máquina. Isso que havia duas vagas à Câmara Alta, mas ele ficou em quarto lugar.

Moreira, a seu turno, foi o grande responsável pelo fracasso eleitoral do MDB, que pela primeira vez desde 1982 ficou fora do segundo turno do pleito estadual. Mesmo assim, os dois saíram de 2018 falando em candidaturas majoritárias em 2022. Como já registramos aqui, essa projeção deles não faz o menor sentido, não há menor chance deles serem protagonistas na próxima disputa estadual.

Mergulho

Dos quatro grande derrotados no último pleito, Mauro Mariani, Paulo Bauer, Raimundo Colombo e Eduardo Moreira, somente Mariani adotou postura correta, saindo de cena. Ele mergulhou. Acertadamente, apesar de não ter sido ele o principal responsável pelo resultado de 2018. Ele sabe que Moreira sabotou sua candidatura na campanha eleitoral.

Investigação

Paulo Bauer conseguiu um cargo governo em Brasília, do qual já saiu. Agora, o tucano fala em candidatura a prefeito de Joinville. Poderia ser um caminho legal para ele retornar aos mandatos, desde que o assunto da Hyupermarcas não tivesse voltado à tona. Como a investigação ganhou holofotes novamente, o caminho natural para o tucano seria retirar o time de campo. A exemplo de Mauro Mariani.

Blindagem

Raimundo Colombo e Eduardo Moreira, no entanto, já refluíram dos tais projetos majoritários. Eles continuam viajando, circulando, mas agora pensando em candidaturas a deputado federal. E por que estariam de olho numa vaga em Brasília depois de tantos anos de estrada e mandatos importantes? Um dos fatores pode ser a blindagem jurídica que cerca um parlamentar. Pelos bastidores, pipocam informações de que vem chumbo grosso para cima de Colombo e Moreira. E Eles precisam garantir mandatos proporcionais, o que é bem mais fácil.

Martelo batido

A Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) e o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol, que congrega os agentes da Civil) aceitaram a proposta de reposição salarial oferecida pelo governo. Em linhas gerais, o Centro Administrativo adotou postura razoável, contemplando um percentual de reajuste dentro da realidade financeira do estado.

Impacto

As duas entidades entenderam a situação e a boa vontade governista, encerrando as negociações. Terão 17,5% de aumento, mais a incorporação da Iresa (gratificação). Com este percentual, os cofres públicos terão impacto de R$ 411 milhões a mais para o pagamento da folha da Segurança Pública até 2022. Pela contraproposta da Aprasc, segundo o secretário Jorge Tasca (Administração), a conta chegaria a R$ 1,2 bilhão, considerando-se todas as categorias da Segurança Pública, já que equiparação seria preservada. Ou seja, o triplo do calculado pelo governo. Impagável!

Isolamentos

A semana vai começar com a Aprasc isolada na trincheira de resistência. A inflexibilidade da entidade começa a chamar a atenção e a evidenciar que o componente político pode estar presente na condução das negociações por parte da associação dos praças. Sobretudo porque estamos a sete meses das eleições. E outra questão: esse governo tem pouco mais de um ano e as defasagens salariais são de seis. Por que não cobraram de forma tão assertiva dos antecessores de Moisés?

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