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A eleição no TJSC e o impeachment de Moisés da Silva

Desembargador Jaime Ramos, que ainda preside o TRE-SC (a transmissão para o novo presidente, Fernando Carioni, será no dia 16 de abril), é um dos prováveis candidatos à sucessão de Ricardo Roesler na presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Roesler, aliás, dá sinais de que deve apoiar seu atual vice-presidente, João Henrique Blasi. Que estava na iminência de se aposentar há dois anos e só não o fez porque na sucessão de Rodrigo Collaço ele foi convidado para compor chapa com o próprio Ricardo Roesler.

Ramos e Blasi devem ser as principais candidaturas ao comando do Judiciário catarinense. Poderá, naturalmente, haver outros nomes no páreo.

Resta saber até que ponto todo esse processo eleitoral interno no TJSC exerce influência no julgamento do impeachment de Moisés da Silva no caso dos respiradores, cuja data deve ser anunciada a qualquer momento. A propósito, no começo da tarde de segunda-feira, quem circulou pelo Tribunal de Justiça foi o deputado Marcos Vieria (PSDB), um dos cinco parlamentares que compõem o Tribunal Especial do impeachment.

Joao Henrique Blasi, vale lembrar, tem estreita relação com o deputado Julio Garcia, com quem dividiu espaço na Assembleia Legislativa por alguns mandatos.

A eleição para a escolha da nova diretoria do Tribunal é em dezembro com a posse marcada para 1º de fevereiro de 2022. O mandato é de dois anos.

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