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Bauer candidato

O senador Paulo Bauer desembarcou em Blumenau no fim da tarde de quinta-feira. Foi direto para uma visita ao Hospital Santa Izabel, onde nasceu. À noite, o tucano esteve no Teatro Carlos Gomes, aonde se descortinou uma homenagem ao ministro do Turismo, Vinícius Lummertz(MDB), intimamente ligado ao deputado Mauro Mariani.

Na manhã de sexta-feira, Bauer concedeu entrevistas às rádios blumenauenses, circulou pela cidade e terminou o dia em Jaraguá do Sul, base eleitoral original do pré-candidato ao governo pelo PSDB. Na cidade do Norte, ele participou do ato de posse da nova diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACIJS), evento que reuniu mais de mil pessoas.

Ou seja, o senador está em típico roteiro de pré-campanha. E afirmou ao colunista, de forma categórica, que “só não serei candidato se eu morrer”. Bauer também reafirmou que, se for preciso, o PSDB lançará chapa pura e ele estará na cabeça.

Posicionamento que vem no vácuo das movimentações de Esperidião Amin e Gelson Merísio. Os dois estão dizendo que também não vão arredar o pé, que serão candidatos.

Frigindo os ovos, neste caso o cenário se encaminharia para cinco grandes candidaturas em Santa Catarina. Paulo Bauer (PSDB); Esperidião Amin (PP); Gelson Merisio (PSD); Mauro Mariani (MDB) e Décio Lima (PT).

 

Reflexos

Talvez o gás que faltava para Paulo Bauer posicionar-se definitivamente desta forma foram as absolvições dos senadores Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, e Aloysio Nunes Ferreira, filiado ao arquirrival da petista, o PSDB. Nos dois casos, as denúncias que partiram de delatores não se confirmaram.

 

Convicção

“Tenho certeza que vou ser inocentado,” cravou Bauer. Disse, ainda, que não vai se mixar para este tipo de investigação. E falou mais. “Se tivermos cinco grandes candidaturas, eu estarei no segundo turno.” Fez a afirmação embasado na realidade de que é conhecido do eleitorado Barriga-Verde. É senador, foi vice-governador, deputado várias vezes, secretário de Estado da Educação e candidato ao governo em 2014. Por pouco não forçou o segundo turno contra Raimundo Colombo.

 

Gastando saliva

O momento enseja conversas múltiplas. Esta semana, o correligionário de Bauer, senador Dalirio Beber, sentou com o presidente estadual do PR, Jorginho Mello. Ele mesmo trocou impressões com Esperidião Amin e João Paulo Kleinübing. Semana que vem, a conversa do tucano será com o emedebista Mauro Mariani. E segue o baile, como se diz lá no Planalto Serrano.

 

Pesquisa

Aliás, Paulo Bauer lidera a pesquisa divulgada na quinta-feira à noite pelo Grupo RIC e executada pelo Instituto Lupi Associados. O tucano é o mais bem posicionado quando o nome de Esperidião Amin não aparece. No único cenário com a presença do ex-governador na enquete, Bauer fica em segundo, não muito distante. Sem dúvida, foi um estímulo ao senador.

 

Crescimento

A mesma pesquisa aponta um crescimento de Gelson Merisio, que aparece acima dos dois dígitos.

 

Protesto

João Paulo Kleinübing, presidente da seção Barriga-Verde do DEM, divulgou nota de protesto ao grupo RIC. Seu nome não foi incluído na pesquisa. No dia 22 de maio, o partido oficializou a empresa o pedido para que o parlamentar fosse incluído nas sondagens eleitorais. JPK, contudo, não constou da lista de governáveis na pesquisa.

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