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Delegado questiona idade de aposentadoria do atual governador e a reforma previdenciária

Ex-presidente da Adepol e suplente de deputado estadual pelo PSD, o delegado Ulisses Gabriel se manifestou sobre a proposta de Reforma Previdenciária enviada por Moisés da Silva à Assembleia faltando três semanas para o recesso parlamentar. O policial questiona se as mudanças possam significar o começo do fim da Polícia Civil no estado. E critica veementemente o governador, que se aposentou aos 48 anos de idade. Confira:

“A Polícia Civil e a reforma da previdência: será o fim da investigação eficiente?

A primeira pergunta que fazemos é: como a Polícia Civil será mais eficiente? Na nossa visão, através do fornecimento, por parte do Estado, de mecanismos tecnológicos, de estrutura, de reconhecimento financeiro e também através da renovação do efetivo, pois a Polícia precisa estar oxigenada para enfrentar o crime.

Ora, como um policial com quase setenta anos prenderá um jovem criminoso de 18, que está na flor da idade? Não há a mínima condição, mesmo o policial sendo um indivíduo determinado, que com coragem e ousadia, vai ao encontro do perigo, enfrentando a criminalidade que bate a porta de cada um de nós. Não haverá mais condição física e mental para esse embate.

Em Santa Catarina, daqui a alguns anos, essa será a realidade, já que o Governador do Estado enviou para a Assembleia Legislativa um projeto que obrigará o policial civil a trabalhar no mínimo até os 65 anos de idade para que ele possa ter alguma uma dignidade salarial.

Mas muitos se perguntam: com que idade o governador se aposentou? Com 48 anos. Mas porque só o Policial Civil terá que trabalhar até os 65 e o Policial Militar não? Não se sabe. Mas é lamentável tal atitude. Será o começo do fim da Polícia Civil, que vai ficar cada vez mais engessada, envelhecida e, automaticamente, ineficaz. Como serão resolvidos os crimes praticados contra o cidadão catarinense? Mais uma pergunta sem resposta. Como Delegado de Polícia e ex presidente da Associação dos Delegados de SC não posso me calar diante desse descalabro.”

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