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Lava Jato em SC

Lava Jato em SC

Pelos corredores do poder, circulam informações indicando que as duas mais recentes operações da Polícia Federal, a Alcatraz, que está completando um mês; e a Chabu, que foi desencadeada há 10 dias, reuniram elementos suficientes para a criação de uma nova força-tarefa. Determinada no andar de cima, diretamente da Procuradoria-Geral da República, leia-se Ministério Público Federal, em parceria com a Polícia Federal.

Procuradores e delegados federais de outras regiões seriam incorporados a este movimento com agentes que já atuam nas duas operações, com o intuito de ampliar o leque e promover investigações relacionadas à Lava Jato em Santa Catarina.

Se de fato isso ocorrer, como parece que vai, o alcance das investigações seria quase que sem limites, podendo atingir lideranças políticas de vários partidos e que ocuparam cargos nos últimos governos.

À flor da pele

Observemos. O clima é de absoluta apreensão, e até nervosismo em alguns casos. Não só da classe política como também na iniciativa privada.

A Receita Federal já estaria no circuito, atuando fortemente dentro de algumas empresas.

Tarrafada

Presidente da Comissão de Pesca e Aquicultura da Assembleia, o deputado Felipe Estevão (PSL) cumpriu extensa agenda, esta semana, em Brasília. Entre outros destaques, conseguiu apoio dos quatro federais do partido do PSL em SC – Caroline de Toni, Daniel Freitas, Coronel Armando e Fabio Schiochet – ao movimento que busca sensibilizar o governador gaúcho, Eduardo Leite, para que anule a Lei 15.233, de 2018.

FRASE

“Essa lei é um absurdo. Foi criada para resolver um problema político e está afetando duramente pescadores catarinenses, paranaenses e de outros estados. O movimento, que reúne empresários, líderes de colônias, pescadores, políticos e autoridades públicas, inclusive do próprio Rio Grande do Sul, só faz crescer.” Felipe Estevão, sobre a união de esforços para que o governador gaúcho anule a Lei 15.233, que proíbe a pesca de arrasto no litoral gaúcho até 12 milhas da costa.

Candidatíssimo

Deputado federal Daniel Freitas, que não pretendia disputar a prefeitura de Criciúma, até porque está muito bem em Brasília, vai atender pedido do governador. O parlamentar sulista mostra cada vez mais a ligação com Moisés da Silva. Mesmo sabendo que trata-se de uma parada indigesta, Freitas vai à luta. O DEM, pilotado por João Paulo Kleinubing, está fechando com ele e o PSL criciumense.

Tabelinha

Por falar em Criciúma, Moisés estava negociando para aumentar os investimentos de 5% para 7% (o percentual de devolução de recursos da empresa à prefeitura) para manter a Casan atuando na cidade. Como o prefeito foi reticente, agora não tem mais oferta de aumento de percentual. Se Clésio Salvaro quiser, pode romper o contrato com a companhia estatal. Neste caso, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrará no circuito para acionar juridicamente a prefeitura de Criciúma.

Bolada

Trocando em miúdos. Pelo viés administrativo, o governador faz movimento interessante para ajudar Daniel Freitas, dando uma emparedada em Salvaro. A PGE calcula que a indenização pelo rompimento do contrato entre prefeitura e a Casan gira em torno de R$ 200 milhões.

Maioridade

“Precisamos aprovar a redução da maioridade penal com urgência”. A afirmação é deputado catarinense Rogério Peninha Mendonça (MDB). O parlamentar participou, em Brasília, do lançamento da Frente Parlamentar Mista da Redução da Maioridade Penal. Em 2015, quando a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171/1993), além de votar favoravelmente, Peninha foi um dos responsáveis pela articulação na Casa.

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