Blog do Prisco
Manchete

O “novo” Moisés

Já tratamos, em várias oportunidades, aqui neste espaço, do pacotaço do governo do Estado encaminhado à Alesc no apagar das luzes de 2021. Tudo carimbado com o chamado regime de urgência. A toque de caixa, goela-abaixo, um verdadeiro tratoraço.
São mudanças na estrutura do estado, alterações salariais, enfim, uma série de medidas que precisam passar pelas comissões permanentes até segunda-feira para o pacotaço ser votado até quarta-feira que vem.
O pacotaço está com aquele cheiro absolutamente eleitoreiro. Serão criados 100 novos cargos, por exemplo, algo providencial, digamos assim, em se tratando de acomodação de cabos e interesses eleitorais.
É um movimento diametralmente oposto àqueles feitos por Mosés da Silva quando chegou ao governo. Lá em 2019, ele determinou o enxugamento da máquina. Somente estes 100 cargos representarão uma despesa adicional de R$ 16 milhões anuais à viúva.
Farra
Será criada uma secretaria de governo (!), a Comunicação voltará ao status de Secretaria (havia sido rebaixada no início do governo), além de novas atribuições na já poderosíssima Fazenda.
Ponto para o João
Na mesma medida em que se esvazia o Desenvolvimento Econômico, pasta hoje pilotada por Luciano Buligon, inimigo político do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que é do time do PSD de Julio Garcia e do secretário da Casa Civil, Eron Giordani.
Segurança
A Secretaria de Segurança será definitivamente extinta, consolidando o modelo de colegiado superior de Segurança já em vigor no Estado. O Detran, que é um departamento vinculado ao gabinete do governador, vai virar autarquia. O órgão será fortalecido.
Endereço certo
Por fim, a Casa Militar passará a compor o gabinete do governador, além de outros ajustes administrativos.
Estrutura, comunicação, comissionados, tudo aponta no projeto de reeleição do governador, que mostra um apetite da velha política, embora tenha chegado ao cargo pregando a tal de nova política que, na prática, nunca existiu.
Novo velho
É o “novo” Moisés, aliado de PSD, MDB e PP, não medindo esforços, nem recursos, para permanecer no cargo.
foto>Julio Cavalheiro, Secom